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Retina e vítreo: especialidade de alta complexidade no Hospital de Referência Oftalmológica (HRO), em São Luís

Sobre a retina e vítreo

A retina é a camada fina e sensível à luz que reveste a parte interna do olho, responsável por converter os estímulos luminosos em sinais nervosos que o cérebro interpreta como imagem. Já o vítreo é um gel transparente que preenche o globo ocular e ajuda a manter sua forma. Embora muitas vezes pouco mencionadas nas conversas cotidianas, essas estruturas são vitais para a percepção visual.

Alterações na retina e no vítreo costumam ser silenciosas no início e, por isso, muitas vezes só são percebidas em estágios avançados. Doenças como retinopatia diabética, descolamento de retina e Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) podem afetar severamente a capacidade de leitura, a distinção de cores, a percepção de rostos ou mesmo a visão central. 

Dependendo da gravidade, a perda de visão pode ser permanente, o que impacta diretamente a autonomia e a qualidade de vida da pessoa afetada.

Imagem ilustrativa

O diagnóstico precoce

Grande parte das doenças que acometem a retina e o vítreo têm evolução progressiva. Isso significa que, quanto mais cedo forem identificadas, maiores são as chances de preservar a visão com o apoio de tratamentos clínicos ou cirúrgicos adequados.

Em muitas situações, o diagnóstico é possível antes mesmo do surgimento de sintomas. Exames como mapeamento de retina, tomografia de coerência óptica (OCT) e angiofluoresceinografia permitem visualizar alterações milimétricas e acompanhar a evolução do quadro de forma segura. 

A consulta oftalmológica periódica, especialmente entre pessoas com diabetes, hipertensão ou histórico familiar de doenças oculares, é uma das melhores estratégias para detectar precocemente essas alterações.

Principais sintomas

Nem toda doença da retina ou do vítreo apresenta sintomas logo no início, mas é importante ficar atento aos sinais que indicam a necessidade de avaliação médica. Entre os mais comuns:

  • Percepção de flashes luminosos, especialmente em ambientes escuros.
  • Presença de pontos ou manchas flutuantes no campo visual (moscas volantes).
  • Visão embaçada ou distorcida, mesmo com uso de óculos.
  • Perda súbita da visão em um dos olhos.
  • Dificuldade para enxergar detalhes finos ou identificar rostos.

Em qualquer uma dessas situações, é indicado buscar atendimento especializado o quanto antes.

Prevenção de condições oculares

Nem todas as doenças da retina e do vítreo podem ser evitadas, pois algumas decorrem do envelhecimento natural dos tecidos ou de alterações genéticas. 

No entanto, há formas de reduzir o risco de complicações ou progressão da perda visual.

Medidas reconhecidas pela comunidade médica incluem:

  • Controle rigoroso da diabetes e da hipertensão arterial.
  • Suspensão do tabagismo e adoção de hábitos alimentares saudáveis.
  • Uso de óculos escuros com proteção contra raios UV.
  • Acompanhamento oftalmológico regular, especialmente a partir dos 40 anos ou em grupos de risco.

Essas práticas contribuem para preservar a saúde ocular e permitem agir rapidamente diante de alterações iniciais.

Doenças oculares relacionadas

Diversas doenças oftalmológicas estão diretamente relacionadas às alterações da retina e do vítreo. As principais são:

  • Retinopatia diabética: alteração progressiva da retina causada por altos níveis de glicose no sangue.
  • Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI): doença degenerativa que afeta a visão central.
  • Descolamento de retina: separação da retina em relação à parede do olho, com risco elevado de perda de visão.
  • Buraco macular: abertura na área central da retina, que causa visão distorcida ou borrada.
  • Hemorragia vítrea: extravasamento de sangue para o interior do olho, que dificulta a passagem de luz e a formação da imagem.

Outras condições, como membrana epirretiniana, edema macular e tração vítreo-macular, também podem comprometer a integridade dessas estruturas.

Principais tratamentos

Os tratamentos disponíveis para doenças que acometem a retina e o vítreo são definidos a partir da avaliação do oftalmologista e variam conforme a causa, a gravidade e o perfil de cada paciente. Abaixo, alguns dos principais:

Aplicação intravítrea

Consiste na injeção de medicamentos diretamente no interior do olho para reduzir inflamações ou tratar doenças como a degeneração macular e a retinopatia diabética.

Cirurgia de vitrectomia

Procedimento indicado para remover o gel vítreo do interior do olho em casos de hemorragias, tração vítrea ou descolamento de retina.

Fotocoagulação a laser

O procedimento é utilizado para selar vasos anômalos, tratar lesões periféricas da retina ou conter hemorragias provocadas por doenças vasculares.

Uso de anti-inflamatórios e imunomoduladores

Empregados no tratamento de uveítes posteriores e retinites, com o objetivo de controlar a inflamação intraocular.

Monitoramento clínico com exames de imagem

Em quadros iniciais ou estáveis, a observação periódica com exames de imagem pode ser suficiente, evitando intervenções desnecessárias.

O HRO é referência em retina e vítreo no Maranhão

O Hospital de Referência Oftalmológica (HRO), em São Luís, possui estrutura dedicada ao cuidado de doenças que afetam a retina e o vítreo. 

Com tecnologia diagnóstica de ponta, equipe especializada e ambiente preparado para cirurgias de alta complexidade, o hospital atende desde casos simples até os mais graves, sempre com foco na preservação da visão.

A atuação integrada dos profissionais permite um acompanhamento próximo, desde o primeiro sintoma até o tratamento completo, com conforto, segurança e acolhimento.

Para agendar uma consulta com um especialista em retina e vítreo, basta entrar em contato com a equipe do HRO.