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Uveíte: atendimento especializado no Hospital de Referência Oftalmológica (HRO), em São Luís

A uveíte é uma inflamação que acomete uma das partes internas do olho, chamada úvea, podendo causar dor, vermelhidão, sensibilidade à luz e, em casos mais graves, perda da visão. 

No Hospital de Referência Oftalmológica (HRO), em São Luís, no Maranhão, o atendimento para pacientes com essa condição é conduzido por profissionais com ampla experiência em doenças inflamatórias oculares. 

Este conteúdo reúne as principais informações sobre o que é a uveíte, como ela impacta o cotidiano, quais os sintomas mais comuns, os riscos de diagnóstico tardio, as formas de tratamento disponíveis e o cuidado especializado oferecido no HRO.

Imagem ilustrativa

Sobre a uveíte

A uveíte é um processo inflamatório que afeta a úvea — estrutura composta pela íris, corpo ciliar e coróide, localizada na parte média do olho. 

No entanto, a inflamação também pode atingir outras camadas, como a retina e o nervo óptico, tornando o quadro mais complexo. Pode acometer apenas um olho ou ambos, e surge com maior frequência entre os 20 e 60 anos de idade, embora também possa ocorrer em crianças.

Essa condição pode ser classificada de diferentes formas, de acordo com a região do olho atingida. A uveíte anterior, por exemplo, é a forma mais comum e compromete a íris. Já a uveíte posterior envolve a retina ou a coróide. Quando a inflamação atinge todas as partes da úvea, recebe o nome de panuveíte.

Mesmo em casos considerados brandos, a uveíte pode interferir de maneira significativa na qualidade de vida do paciente. A sensibilidade à luz e a visão embaçada dificultam atividades simples, como ler, trabalhar diante de telas ou dirigir. 

Além disso, o desconforto ocular constante pode comprometer o bem-estar emocional e gerar afastamentos das tarefas cotidianas.

O diagnóstico precoce

O diagnóstico precoce da uveíte é essencial para evitar complicações, como catarata, glaucoma, edema macular ou até descolamento de retina. A inflamação não tratada pode evoluir rapidamente, comprometendo estruturas delicadas do olho e afetando a visão de maneira irreversível.

É importante compreender que a uveíte pode ser tanto uma doença ocular isolada quanto uma manifestação de enfermidades sistêmicas, como doenças autoimunes (artrite reumatoide, lúpus, entre outras), infecções (toxoplasmose, tuberculose, sífilis) ou até quadros virais. Por isso, ao primeiro sinal de alteração visual ou desconforto ocular, o ideal é procurar atendimento oftalmológico para avaliação detalhada.

O oftalmologista realizará exames específicos para observar as estruturas internas do olho, além de solicitar exames laboratoriais complementares, se necessário. Dessa forma, é possível identificar a causa da inflamação e adotar a conduta terapêutica mais adequada.

Principais sintomas

Os sinais da uveíte podem variar conforme a localização e a gravidade do processo inflamatório. Em muitos casos, os sintomas surgem de maneira súbita, o que torna ainda mais importante o acompanhamento oftalmológico. Os principais sintomas incluem:

  • Dor nos olhos, especialmente ao movimentá-los.
  • Vermelhidão persistente, que não melhora com repouso.
  • Fotofobia, ou seja, sensibilidade à luz.
  • Visão embaçada, com perda parcial da nitidez.
  • Percepção de pontos escuros ou manchas móveis (moscas volantes).
  • Lacrimejamento excessivo, sem causa aparente.
  • Redução do campo visual, em quadros mais avançados.

Vale reforçar que esses sinais podem estar presentes em outras doenças oculares. Por isso, o diagnóstico correto só pode ser feito por um oftalmologista após avaliação criteriosa.

Prevenção da doença

A prevenção da uveíte depende, principalmente, da causa da inflamação. Quando a condição está relacionada a infecções, como toxoplasmose, sífilis ou tuberculose, o controle adequado dessas doenças pode reduzir o risco de inflamações oculares.

Nos casos em que a uveíte é provocada por doenças autoimunes, o acompanhamento com reumatologistas ou infectologistas pode auxiliar na estabilização do quadro sistêmico e, por consequência, minimizar as manifestações oculares.

Não há, no entanto, uma forma universalmente aceita para evitar todos os tipos de uveíte. A melhor estratégia, segundo a comunidade médica, é manter o acompanhamento médico regular em casos crônicos, buscar orientação oftalmológica diante de qualquer sintoma visual e seguir corretamente os tratamentos prescritos.

Doenças oculares relacionadas

A uveíte, quando não controlada, pode desencadear ou agravar outras doenças oculares. Entre as mais frequentes estão:

  • Catarata: pode se desenvolver como consequência da inflamação crônica ou do uso prolongado de corticosteroides.
  • Glaucoma secundário: ocorre quando a pressão intraocular se eleva devido à inflamação ou ao tratamento.
  • Edema macular: acúmulo de líquido na mácula, região da retina responsável pela visão central.
  • Descolamento de retina: embora raro, pode ocorrer em casos graves e avançados de inflamação intraocular.
  • Atrofia do nervo óptico: pode ser resultado de inflamações recorrentes e agressivas.

Todas essas condições requerem acompanhamento especializado, e o tratamento da uveíte, quando iniciado precocemente, pode evitar esse tipo de complicação.

Principais tratamentos

O tratamento da uveíte tem como objetivo controlar a inflamação, preservar a visão e prevenir recorrências. A escolha da abordagem terapêutica depende da causa, da localização e da intensidade do quadro.

Corticosteroides

São os medicamentos mais utilizados para controlar a inflamação ocular. Podem ser administrados em forma de colírios, comprimidos ou injeções perioculares, conforme a necessidade do paciente.

Imunossupressores

Indicados nos casos em que a uveíte tem origem autoimune ou quando não há resposta adequada aos corticosteroides. O uso deve ser cuidadosamente acompanhado por médicos especializados.

Antibióticos e antivirais

Utilizados quando a inflamação tem origem infecciosa. O tratamento varia conforme o agente identificado e pode incluir medicamentos orais ou injetáveis.

Colírios midriáticos

Esses colírios dilatam a pupila e ajudam a aliviar a dor provocada pela contração muscular da íris. Também evitam aderências entre a íris e o cristalino.

Terapia biológica

Em casos refratários, o oftalmologista pode recomendar o uso de terapias biológicas, que atuam em alvos específicos da resposta inflamatória. É uma abordagem mais recente, geralmente indicada em uveítes associadas a doenças autoimunes.

O HRO é referência no cuidado de pacientes com uveíte

O Hospital de Referência Oftalmológica (HRO), localizado em São Luís, no Maranhão, é reconhecido por sua estrutura especializada no diagnóstico e tratamento de uveítes. 

Com equipe médica qualificada e acesso a exames complementares avançados, o HRO proporciona atendimento completo, desde a avaliação inicial até o acompanhamento contínuo em casos crônicos ou complexos.

A instituição conta com profissionais atualizados nas mais recentes diretrizes clínicas sobre doenças inflamatórias oculares, o que contribui para condutas individualizadas e seguras. 

Para quem busca um atendimento de confiança em uveíte, o HRO está preparado para acolher pacientes com cuidado, precisão diagnóstica e compromisso com a saúde ocular.

Agendar uma consulta é um passo importante para proteger a visão e cuidar do bem-estar de quem se ama.