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Vias lacrimais: cuidado especializado no Hospital de Referência Oftalmológica (HRO), em São Luís

As vias lacrimais são estruturas responsáveis por drenar as lágrimas dos olhos até a cavidade nasal. Quando ocorrem alterações nesse sistema, o paciente pode experimentar sintomas como lacrimejamento constante, secreção nos olhos ou inflamações recorrentes. 

No Hospital de Referência Oftalmológica (HRO), em São Luís, no Maranhão, essas condições recebem acompanhamento especializado, com diagnóstico preciso e tratamento adequado conforme a necessidade clínica. 

Este conteúdo aborda o funcionamento das vias lacrimais, seus principais distúrbios, sintomas, possibilidades terapêuticas e a estrutura de atendimento disponível no HRO.

Imagem ilustrativa

Sobre as vias lacrimais

As vias lacrimais têm como principal função escoar as lágrimas produzidas pelas glândulas lacrimais. O líquido lacrimal é essencial para a lubrificação da superfície ocular, para a defesa contra microrganismos e para a remoção de impurezas. Após cumprir seu papel, as lágrimas seguem por um canal localizado no canto interno dos olhos, chamado ponto lacrimal, e são direcionadas ao nariz por meio dos canais lacrimais.

Distúrbios nas vias lacrimais podem provocar obstruções parciais ou totais nesse trajeto, levando ao acúmulo de lágrimas e secreções. Essa alteração pode afetar recém-nascidos, adultos e idosos, e compromete a saúde ocular quando não é tratada de forma adequada. 

Em crianças, a obstrução congênita é comum, mas costuma ser resolvida espontaneamente nos primeiros meses de vida. Já em adultos, os casos podem surgir após infecções, traumas ou processos inflamatórios crônicos.

Além do desconforto causado pelo lacrimejamento excessivo, os pacientes podem apresentar infecções recorrentes, como a dacriocistite — inflamação do saco lacrimal —, que pode se manifestar com dor, vermelhidão, inchaço e até febre.

O diagnóstico precoce

Identificar precocemente alterações nas vias lacrimais é essencial para evitar o agravamento do quadro clínico. A retenção prolongada de lágrimas favorece a proliferação de bactérias e pode desencadear infecções graves. 

Além disso, o lacrimejamento constante pode prejudicar a nitidez da visão, atrapalhar atividades rotineiras e provocar irritações cutâneas na região das pálpebras.

O diagnóstico é realizado por meio de avaliação clínica oftalmológica e testes específicos que avaliam a permeabilidade das vias lacrimais. Exames de imagem, como a dacriocistografia ou a tomografia da órbita, podem ser solicitados para investigar obstruções ou alterações estruturais. 

Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, maiores são as chances de controlar o quadro com métodos simples e menos invasivos.

Principais sintomas

Os sinais de alterações nas vias lacrimais variam de acordo com a causa, a idade do paciente e a gravidade da obstrução. Os sintomas mais frequentes incluem:

  • Lacrimejamento constante, mesmo em ambientes secos ou sem estímulo emocional.
  • Secreção persistente nos olhos.
  • Inflamações recorrentes no canto interno dos olhos.
  • Sensação de peso ou dor ao redor do nariz e da pálpebra inferior.
  • Inchaço e vermelhidão na região do saco lacrimal.
  • Episódios de conjuntivite de repetição.
  • Diminuição da acuidade visual devido ao excesso de lágrima na superfície ocular.

Esses sintomas indicam a necessidade de avaliação oftalmológica, especialmente quando persistem por mais de uma semana ou se tornam recorrentes.

Prevenção de quadros

Grande parte das condições que afetam as vias lacrimais não pode ser evitada de maneira absoluta, mas algumas medidas contribuem para reduzir o risco de complicações. Nos casos congênitos, por exemplo, é possível realizar massagens orientadas por profissionais da saúde para estimular a abertura natural dos canais nos primeiros meses de vida.

Em adultos, o controle de infecções oculares, o tratamento adequado de doenças nasais e o cuidado com traumas na região dos olhos ajudam a preservar a saúde das vias lacrimais. 

Além disso, manter uma rotina de higiene ocular e procurar assistência médica diante de qualquer sinal persistente são atitudes importantes para evitar agravamentos.

Não existem vacinas, suplementos ou procedimentos comprovados que previnam diretamente a obstrução das vias lacrimais. A melhor abordagem continua sendo o acompanhamento com oftalmologista e a atenção aos sinais emitidos pelos olhos.

Doenças oculares relacionadas

As alterações nas vias lacrimais, quando não tratadas, podem contribuir para o surgimento ou agravamento de outras doenças oculares. Entre as condições associadas, destacam-se:

  • Dacriocistite: inflamação do saco lacrimal, geralmente decorrente de obstrução e acúmulo de secreção.
  • Blefarite crônica: inflamação nas bordas das pálpebras que pode se intensificar com o lacrimejamento constante.
  • Conjuntivite de repetição: infecções frequentes na superfície ocular, relacionadas à estagnação do líquido lacrimal.
  • Ulcerações de córnea: em casos graves, a falta de drenagem adequada pode comprometer a saúde da superfície ocular e favorecer lesões.
  • Celulite orbitária: infecção grave que pode surgir como complicação de processos inflamatórios não controlados nas vias lacrimais.

O tratamento adequado dos quadros iniciais é a principal forma de evitar esses desdobramentos.

Principais tratamentos

O tratamento das alterações das vias lacrimais depende da causa, do tipo e da gravidade da obstrução. Em muitos casos, especialmente em crianças, a resolução pode ocorrer de forma espontânea. Quando isso não acontece, o oftalmologista pode recomendar intervenções, como:

Massagem lacrimal

Indicada especialmente para recém-nascidos com obstrução congênita, essa técnica estimula a abertura do canal lacrimal por meio de movimentos suaves na região do saco lacrimal. Deve ser feita com orientação profissional.

Irrigação das vias lacrimais

Consiste na introdução de solução salina através do ponto lacrimal para verificar e, eventualmente, desobstruir o canal. É um procedimento simples, feito em consultório.

Sondagem lacrimal

Realizada, em geral, na infância, consiste na introdução de uma sonda fina para desobstruir o canal lacrimal. É indicada quando não há resolução espontânea após os primeiros meses de vida.

Dacriocistorrinostomia (DCR)

Procedimento cirúrgico que cria uma nova via de escoamento das lágrimas, conectando o saco lacrimal à cavidade nasal. Pode ser realizada por via externa ou endoscópica e é o principal tratamento em casos de obstrução crônica em adultos.

Colocação de tubo de silicone

Após a sondagem ou a DCR, pode ser necessário manter um tubo de silicone temporariamente no canal lacrimal para assegurar que ele permaneça aberto durante o processo de cicatrização.

O HRO é referência no cuidado das vias lacrimais em São Luís

O Hospital de Referência Oftalmológica (HRO), situado em São Luís, no Maranhão, conta com equipe especializada no diagnóstico e tratamento das doenças que afetam as vias lacrimais. 

Com infraestrutura moderna e acesso a exames de imagem de alta precisão, o HRO permite uma abordagem segura e personalizada para cada caso, respeitando a faixa etária, a gravidade do quadro e as condições clínicas associadas.

Para quem apresenta sintomas como lacrimejamento persistente, secreção ou desconforto ocular, buscar avaliação no HRO pode ser um passo importante para identificar a causa do problema e iniciar o tratamento adequado. 

Agendar uma consulta é uma forma de cuidar da saúde dos olhos e de quem se ama.