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Angiofluoresceinografia no HRO: diagnóstico de precisão para doenças da retina em São Luís

A angiofluoresceinografia é um método diagnóstico realizado no Hospital de Referência Oftalmológica (HRO), em São Luís (MA), indicado para avaliar a circulação sanguínea da retina e da coroide. 

Por meio da injeção de um contraste específico, o exame permite o registro fotográfico da passagem do corante pelos vasos do fundo do olho, revelando alterações que não seriam visíveis a olho nu. 

Este conteúdo explica como a angiofluoresceinografia é conduzida no HRO, suas indicações clínicas, as tecnologias envolvidas, o preparo necessário, e quais doenças podem ser diagnosticadas com esse recurso.

Características do exame

A angiofluoresceinografia é um exame complementar para investigar e acompanhar doenças da retina. Injeta-se fluoresceína na veia, que circula pelos vasos oculares enquanto uma câmera especial registra imagens.

O exame revela áreas com má circulação, extravasamentos, obstruções ou vasos anormais. Não há contato direto com o olho, mas é importante informar alergias. No HRO, a equipe orienta o paciente e o procedimento dura cerca de 30 minutos, geralmente sem necessidade de jejum.

Imagem ilustrativa

Tecnologias utilizadas

O Hospital de Referência Oftalmológica investe em tecnologia de ponta para assegurar resultados confiáveis na angiofluoresceinografia. Os equipamentos disponíveis na unidade contam com recursos que aumentam a nitidez e o detalhamento das imagens, permitindo um olhar mais atento sobre a saúde da retina.

Entre os principais recursos utilizados estão:

  • Retinógrafos digitais com alta definição: permitem captar imagens com rapidez e precisão.
  • Filtros adaptados para fluoresceína: facilitam a visualização do contraste no interior dos vasos.
  • Softwares de análise vascular: ajudam na quantificação de áreas afetadas e no monitoramento da progressão da doença.
  • Integração com outras plataformas de imagem, como a tomografia de coerência óptica (OCT): favorece uma abordagem mais ampla e personalizada do cuidado visual.

Essa estrutura contribui para um diagnóstico mais seguro e uma avaliação detalhada das estruturas retinianas, mesmo nos casos mais complexos.

Passo a passo do exame

A seguir, estão descritas as etapas do procedimento, conforme o protocolo adotado no HRO:

  1. Recepção e orientação inicial: o paciente é acolhido pela equipe e recebe explicações sobre o procedimento, além de preencher um breve questionário de saúde.
  2. Dilatação da pupila: colírios específicos são aplicados para ampliar a pupila, o que melhora a visualização do fundo de olho.
  3. Acomodação no aparelho: o paciente é posicionado confortavelmente diante do retinógrafo.
  4. Aplicação do contraste: a fluoresceína é administrada por uma veia periférica, geralmente no braço.
  5. Registro das imagens: uma sequência de fotografias é feita, acompanhando a progressão do corante pelos vasos da retina e da coroide.
  6. Monitoramento pós-procedimento: a equipe permanece disponível para observar reações imediatas e orientar os cuidados após o exame.

Durante a avaliação, o paciente pode notar um gosto metálico passageiro na boca ou sensação de calor. Esses efeitos costumam desaparecer rapidamente.

A importância da angiofluoresceinografia

A angiofluoresceinografia permite identificar alterações que, se não detectadas precocemente, poderiam comprometer a visão. Ao revelar com precisão os padrões de irrigação da retina e da coroide, o exame auxilia na escolha do tratamento mais indicado e na avaliação da resposta terapêutica ao longo do tempo.

O procedimento é especialmente relevante em situações em que o paciente apresenta sintomas como visão embaçada, áreas escuras no campo visual, distorções nas imagens ou alterações identificadas durante o exame clínico oftalmológico. Mesmo que o paciente não perceba sintomas, a angiofluoresceinografia pode indicar alterações silenciosas, comuns em estágios iniciais de algumas doenças.

Além de contribuir com o diagnóstico, esse recurso é fundamental para orientar o prognóstico da condição ocular e indicar a melhor conduta, seja ela clínica, cirúrgica ou medicamentosa.

Condições oculares diagnosticadas

A angiofluoresceinografia é amplamente utilizada na avaliação de diversas doenças da retina. Abaixo, algumas das principais condições que podem ser analisadas com o exame, com breve descrição de cada uma:

  • Retinopatia diabética: complicação ocular do diabetes que causa alterações vasculares na retina. O exame identifica microaneurismas, áreas sem circulação e neovasos.
  • Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI): doença que afeta a mácula, região central da retina. A angiofluoresceinografia permite visualizar vazamentos e alterações pigmentares.
  • Oclusões vasculares da retina: obstruções arteriais ou venosas que comprometem a irrigação ocular. O exame ajuda a localizar áreas de isquemia e hemorragias.
  • Edema macular: acúmulo de líquido na mácula, responsável por perda da nitidez visual. A fluoresceína mostra as áreas de extravasamento.
  • Coroidopatia serosa central: descolamento da retina causado por acúmulo de fluido. O contraste revela o ponto de fuga que origina o acúmulo.
  • Vasculites oculares: inflamações dos vasos da retina. A angiofluoresceinografia exibe alterações no fluxo e nas paredes dos vasos.
  • Neovascularização sub-retiniana: surgimento de vasos anômalos sob a retina, comum em DMRI exsudativa. O exame identifica esses vasos antes mesmo que provoquem sangramentos.

Preparo para o exame

O preparo para a angiofluoresceinografia é simples, mas alguns cuidados contribuem para que o exame transcorra com mais tranquilidade. Abaixo, estão listadas orientações que costumam ser repassadas ao paciente antes do procedimento:

  • Evitar maquiagem ao redor dos olhos no dia do exame.
  • Trazer documento de identidade e exames oftalmológicos anteriores, se disponíveis.
  • Informar à equipe qualquer histórico de alergia, especialmente a contrastes ou medicamentos.
  • Vir acompanhado, pois a visão pode permanecer turva por algumas horas após a dilatação das pupilas.
  • Evitar dirigir após o procedimento devido ao efeito dos colírios midriáticos.

Não há necessidade de jejum, a menos que a equipe médica informe o contrário. Em caso de dúvidas, entre em contato com o HRO para confirmar as orientações. Todo preparo necessário será comunicado com antecedência.

Realize o seu exame com quem entende de saúde ocular

A angiofluoresceinografia é uma das ferramentas mais importantes para a avaliação da retina e, quando realizada com qualidade, pode auxiliar na preservação da visão. 

Em São Luís, o Hospital de Referência Oftalmológica oferece esse recurso com tecnologia avançada, equipe qualificada e atenção acolhedora em cada etapa do cuidado.

Pacientes com doenças crônicas ou alterações visuais não devem adiar a investigação.

Para receber uma avaliação oftalmológica completa e, se indicado, realizar o exame com conforto e segurança, basta agendar uma consulta no HRO.