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Campimetria computadorizada: avaliação do campo visual no HRO, em São Luís

A campimetria computadorizada é um exame realizado no Hospital de Referência Oftalmológica (HRO), em São Luís, no Maranhão, com o objetivo de mapear com precisão o campo visual de cada olho. 

Esse tipo de avaliação é fundamental na investigação e no acompanhamento de doenças que afetam o nervo óptico, a retina ou as vias visuais. A tecnologia utilizada permite identificar perdas visuais localizadas, muitas vezes imperceptíveis ao paciente, contribuindo para o diagnóstico precoce de condições como o glaucoma

Este conteúdo apresenta as particularidades da campimetria, o funcionamento do equipamento, os passos envolvidos, os distúrbios oculares associados, os cuidados necessários e o diferencial do HRO na condução desse tipo de avaliação oftalmológica.

Características do exame

A campimetria computadorizada avalia a extensão e a sensibilidade do campo visual, permitindo identificar áreas de visão reduzida ou pontos cegos, que podem indicar doenças oftalmológicas ou neurológicas. Durante o exame, estímulos luminosos são apresentados em diferentes regiões, e o paciente pressiona um botão ao percebê-los. É um procedimento não invasivo e silencioso, que depende da colaboração do paciente e é essencial no acompanhamento de alterações discretas e de evolução lenta.

 

Imagem ilustrativa

Tecnologias utilizadas

No HRO, a campimetria computadorizada é realizada com equipamentos de última geração, que permitem análises detalhadas e comparações seriadas ao longo do tempo. As principais tecnologias envolvidas incluem:

  • Campímetro automático com controle centralizado: permite a medição computadorizada do campo visual com emissão de estímulos visuais controlados por software.
  • Protocolos padronizados de exame (como 24-2 ou 10-2): cada protocolo é escolhido conforme a suspeita clínica, sendo o 24-2 o mais utilizado em casos de glaucoma.
  • Sistema de correção de respostas falsas: o equipamento identifica quando o paciente aperta o botão sem que haja estímulo luminoso ou deixa de responder a estímulos visíveis, promovendo maior confiabilidade nos resultados.
  • Relatórios comparativos em série: úteis para o acompanhamento de doenças progressivas, como o glaucoma, com avaliação gráfica da evolução do campo visual ao longo do tempo.

A escolha do tipo de campimetria e dos parâmetros utilizados depende da condição clínica suspeita e da capacidade de colaboração do paciente.

Passo a passo do exame

O exame exige concentração e um ambiente tranquilo. O paciente é orientado sobre as etapas com antecedência para que possa se preparar adequadamente. A seguir, os passos mais comuns da avaliação:

  1. Orientação prévia: o paciente é informado sobre como o teste funciona e como deve reagir aos estímulos.
  2. Posicionamento adequado: o queixo e a testa são apoiados no equipamento, com um dos olhos ocluído.
  3. Fixação do olhar: o paciente deve manter o olhar em um ponto fixo central durante todo o tempo da avaliação.
  4. Emissão dos estímulos luminosos: pontos de luz de diferentes intensidades são projetados em locais variados da cúpula.
  5. Registro das respostas: o paciente aperta um botão sempre que perceber a luz. O sistema registra a percepção e a ausência de resposta.
  6. Repetição para o outro olho: após o primeiro olho, o procedimento é repetido para o olho contralateral.
  7. Geração do mapa visual: o software produz um gráfico com as áreas percebidas e as eventuais falhas, que será analisado pelo médico oftalmologista.

A duração da avaliação varia entre 15 e 30 minutos, a depender do protocolo utilizado e da capacidade de concentração do paciente.

A importância da campimetria computadorizada

A campimetria computadorizada é um exame de alta sensibilidade para detectar perdas visuais periféricas, que frequentemente passam despercebidas nas fases iniciais das doenças oculares. 

Em especial, é considerada indispensável na investigação e no acompanhamento do glaucoma, uma condição que compromete as fibras do nervo óptico de maneira silenciosa e progressiva.

Além do glaucoma, a avaliação é útil na detecção de neuropatias ópticas, doenças retinianas periféricas e até mesmo em distúrbios neurológicos, como tumores cerebrais que afetam as vias visuais. O exame também pode ser indicado em pacientes com esclerose múltipla, acidentes vasculares cerebrais (AVCs) ou outras condições que interfiram na percepção visual.

Quando realizado periodicamente, o mapeamento do campo visual permite avaliar a eficácia do tratamento, detectar alterações precoces e evitar perdas visuais irreversíveis.

Condições oculares diagnosticadas

A seguir, estão listadas algumas das doenças ou alterações oculares e neurológicas que podem ser detectadas ou monitoradas com a campimetria computadorizada:

  • Glaucoma: o exame revela escavações no campo visual periférico e central, típicas da progressão da doença.
  • Neuropatia óptica isquêmica: apresenta áreas de perda visual em setores específicos, de acordo com o território vascular afetado.
  • Neurite óptica: pode mostrar escotomas centrais (áreas de cegueira no centro da visão) ou diminuição da sensibilidade retiniana.
  • Degenerações retinianas periféricas: evidenciam perda do campo visual periférico, mesmo quando a visão central está preservada.
  • Toxoplasmose ocular ou cicatrizes retinianas: em casos avançados, com lesão de áreas sensíveis do campo visual.

Preparo para o exame

A realização da campimetria computadorizada não exige preparo complexo, mas é importante seguir algumas recomendações para que a avaliação transcorra com maior precisão. As orientações incluem:

  • Dormir bem na noite anterior, para facilitar a concentração durante a avaliação.
  • Evitar cafeína em excesso no dia do exame, pois pode causar agitação e dificultar a fixação visual.
  • Trazer óculos para perto ou para longe, se utilizar, para auxiliar na fixação do ponto central.
  • Comunicar ao profissional se estiver fazendo uso de medicamentos que causam sonolência.
  • Levar exames anteriores de campo visual, se houver, para comparação dos resultados.

Em caso de necessidade de orientações específicas, a equipe do HRO entrará em contato com antecedência para informar qualquer preparo adicional necessário.

Realize o seu exame com quem entende de saúde ocular

O Hospital de Referência Oftalmológica (HRO), em São Luís, oferece a campimetria computadorizada com equipamentos modernos, profissionais experientes e ambiente adequado para acolher o paciente de forma tranquila e segura. 

O exame é realizado com foco na precisão diagnóstica e no conforto do paciente, considerando seu perfil individual e as suspeitas clínicas envolvidas.

Se há histórico de glaucoma, alterações neurológicas ou queixas visuais não explicadas por outros exames, o mapeamento do campo visual pode ser decisivo para um diagnóstico eficaz.

No HRO, o cuidado com a visão é conduzido com responsabilidade, precisão e respeito ao bem-estar de quem busca atendimento. Agende uma consulta.