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PAM no HRO: avaliação do potencial de acuidade visual em São Luís (MA)

O PAM, sigla para Potential Acuity Meter (ou medidor de potencial de acuidade visual), é um exame realizado no Hospital de Referência Oftalmológica (HRO), em São Luís, no Maranhão. 

Essa avaliação tem como objetivo estimar a capacidade visual que o paciente pode atingir após a correção de fatores que atualmente dificultam a visão, como catarata, opacidade corneana ou outras barreiras ópticas.

Trata-se de um recurso importante no planejamento cirúrgico, especialmente em casos em que o médico precisa saber se a baixa acuidade visual é reversível.

Este conteúdo detalha os principais aspectos do PAM, explicando sua função, o tipo de tecnologia utilizada no HRO, como o exame é realizado, sua importância clínica, os quadros mais comuns que justificam sua solicitação e os cuidados básicos antes da realização.

Sobre o potencial de acuidade visual

O PAM é um exame funcional que avalia como a retina e a via óptica processam a visão, mesmo quando há opacidades na córnea ou no cristalino. Ele estima qual será a acuidade visual após cirurgias, como a de catarata. Diferente de exames de imagem, analisa desempenho visual projetando optótipos diretamente na retina através de um feixe de luz. O resultado ajuda o oftalmologista a orientar expectativas e decidir, com o paciente, sobre a realização do procedimento.

Imagem ilustrativa

Tecnologias utilizadas na avaliação do PAM

No HRO, o exame é realizado com equipamentos modernos que associam o medidor de potencial de acuidade visual ao biomicroscópio, mais conhecido como lâmpada de fenda. O dispositivo projeta uma imagem de Snellen reduzida e com alto contraste através de um feixe de luz muito fino, que passa por regiões da pupila com maior transparência.

Esse equipamento permite ajustar o tamanho da letra, o foco e o local de projeção, garantindo maior precisão mesmo em casos de catarata densa ou outras alterações importantes. A estrutura da lâmpada de fenda possibilita controle da inclinação, posição e intensidade do feixe, proporcionando um exame confortável e objetivo.

O uso de tecnologias atualizadas, aliado à experiência dos oftalmologistas do HRO, contribui para que a estimativa de visão seja a mais próxima possível da realidade pós-tratamento.

Passo a passo da avaliação com o PAM

  1. Acomodação do paciente: o paciente é posicionado na lâmpada de fenda, com queixo e testa apoiados para maior estabilidade.
  2. Aplicação de colírio, se necessário: em alguns casos, pode ser instilado um colírio para dilatar a pupila ou facilitar a visualização, conforme avaliação médica.
  3. Ajuste do equipamento: o oftalmologista posiciona o feixe de luz para atravessar a região mais clara da pupila e projetar a imagem na retina.
  4. Início do teste: o paciente deve identificar as letras ou símbolos apresentados, que variam de tamanho conforme a tentativa de acuidade visual.
  5. Registro do melhor resultado: o menor optótipo corretamente reconhecido é considerado o valor estimado do potencial de acuidade visual.
  6. Análise e decisão clínica: o resultado é interpretado em conjunto com outros exames e discutido com o paciente durante a consulta.

A importância clínica do PAM para a visão

O PAM é fundamental para avaliar se a baixa acuidade visual de um paciente é causada por opacidades que podem ser removidas ou se há algum comprometimento funcional na retina ou no nervo óptico que limita a visão.

Essa estimativa é especialmente relevante antes de cirurgias de catarata, queratoplastia (transplante de córnea) ou outras intervenções que visam recuperar a transparência ocular. Em muitos casos, o paciente apresenta queixa visual importante, mas o exame de fundo de olho está comprometido, e o PAM ajuda a definir se a cirurgia trará benefícios significativos.

Além disso, o PAM pode ser útil em situações pós-operatórias, para avaliar se a visão está limitada por alterações funcionais ou se há possibilidade de melhora com correções ópticas ou reabilitação visual.

Situações clínicas que indicam a realização do PAM

  • Catarata densa: permite estimar a visão que poderá ser alcançada após a remoção do cristalino opaco.
  • Opacidade corneana: em casos de cicatrizes corneanas, trauma ou ceratopatia bolhosa, o exame ajuda a prever a visão com transplante.
  • Edema corneano: contribui para o planejamento de procedimentos que visam restaurar a transparência da córnea.
  • Avaliação de reabilitação visual: em pacientes com visão comprometida, o PAM indica se ainda há capacidade visual suficiente para treinamentos com recursos ópticos.
  • Diagnóstico diferencial: ajuda a distinguir se a perda visual está relacionada a causas ópticas (reversíveis) ou neurossensoriais (mais permanentes).

Preparo necessário para a realização do PAM

A avaliação com o PAM é simples, rápida e indolor. Não exige preparo complexo, mas algumas recomendações podem tornar o exame mais eficaz:

  • Evitar uso de lentes de contato no dia da avaliação.
  • Informar sobre uso de colírios e medicamentos oftalmológicos em uso.
  • Evitar maquiagem na região dos olhos, pois pode interferir na qualidade da projeção.
  • Levar óculos e prescrições anteriores, caso esteja em acompanhamento.
  • Chegar alguns minutos antes do horário marcado para adaptação ao ambiente.

Se houver necessidade de preparo adicional, a equipe do HRO fará contato para orientar previamente. Cada paciente é atendido de forma personalizada, conforme a indicação clínica e o objetivo do exame.

Se busca um diagnóstico funcional preciso, o HRO está à disposição

O PAM é um exame que ajuda a enxergar além das opacidades oculares. Ele oferece ao médico e ao paciente uma estimativa realista do que pode ser alcançado após a remoção de barreiras que limitam a visão.

No Hospital de Referência Oftalmológica, em São Luís, o potencial de acuidade visual é avaliado com equipamentos de alta qualidade e por oftalmologistas experientes, que aliam técnica a um cuidado atento e humano.

Se há dúvidas quanto à indicação de cirurgia ou sobre o que esperar de uma reabilitação visual, o PAM pode ser uma ferramenta decisiva. Agende uma consulta no HRO e descubra com precisão o que seus olhos ainda podem alcançar.